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Charbel Chedier

É historiador, pesquisador, palestrante, memorialista, fundador e presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São João de Meriti, fundado em 1991. O Instituto conta com um considerável acervo e ajuda alunos e pesquisadores com pesquisas sobre a Baixada Fluminense e em especial, São João de Meriti. Além disso, o professor Charbel, por ser um dos principais conhecedores sobre o tema é bastante requisitado e consultado. Em 29 de abril de 2010, a Secretaria de Educação de São João de Meriti inaugurou a Biblioteca do Ciep Municipalizado 180 – Presidente João Goulart, e deu o nome a esse distinto historiador. Charbel é um incansável guardião do Patrimônio Cultural da Baixada Fluminense e de São João de Meriti.

Luciana Neiva

É mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF); especialista em Planejamento Urbano e Regional pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR/UFRJ; arquiteta e urbanista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); arquiteta da Prefeitura da Cidade de São João de Meriti, escritora e autora do livro Redescobrindo São João de Meriti.

Guilherme Peres de Carvalho

Professor Armando Valente

Nascido em Duque de Caxias, tomou contato com as primeiras letras na Escola Regional de Meriti, a famosa “mate com angu”, dirigida pela saudosa educadora Armanda Álvaro Alberto. A seguir, fez o primário no Instituto São José do Prof. José Aurino dos Santos e concluiu o secundário no Ginásio Duque de Caxias do Dr. Ely Combat. Jovem, ainda engaja-se em movimentos estudantis que inevitavelmente o levaram a uma participação político partidário de esquerda.

Esgotadas as possibilidades de estudo em sua cidade, matriculou-se no Rio de Janeiro, na Escola Superior de Artes Gráficas em uma das especializações oferecida pelo Departamento de Imprensa Nacional e formou-se em Artes Gráficas com Licenciatura.

A profissão que exerceu e as amizades que cultivou facilitaram sua aproximação com os movimentos literários de Duque de Caxias, na década de cinquenta. Nessa época assinava uma crônica semanal no jornal Folha de Caxias, mais tarde Folha da Cidade.

Juntamente com Newton Menezes, Josias Muniz, Alberto Márques e outros liderados por Barboza Leite, fundaram o primeiro jornal dedicado à arte e a cultura da Baixada Fluminense, o “Grupo”. Logo após, com os mesmos idealistas, participou da criação de “O Tópico”, iniciativa pioneira na introdução de cores no jornalismo da cidade.

Sempre ligado às atividades culturais, foi premiado em diversos Salões de Artes Plásticas, nas modalidades de pintura e desenho. Na milenar arte da xilogravura é incontestável um mestre. Em 1975 ajudou a organizar e expôs na primeira Feira de Arte de Duque de Caxias, que acontecia dominicalmente na Praça do Relógio.

Poeta lírico de versos breves, publicou em 1985 o livro “Canto Breve”. Participou também das coletâneas “Antologia de Poetas da Baixada Fluminense”, editada pelo Rio-Arte, selecionado em concurso promovido pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Teve vários de seus poemas selecionados para o livro “Viagem pela Poesia”, editado pela Secretaria de Cultura de Duque de Caxias.

Com toda essa bagagem aposentou-se em 1989. Desobrigado das imposições do labor diário, reaproxima-se de velhos companheiros e com eles soma esforços no sentido de valorizar a tão desprezada cultura regional. Junto com Gênesis Torres, Rogério Torres, Armando Valente e outros, fundaram o Instituto Histórico e Geográfico de São João de Meriti e contribuiu para revitalizar o de Duque de Caxias.

A partir daí, intensifica suas leituras sobre o passado da região em que sempre viveu. Frequenta assiduamente as livrarias e “garimpa” nos “sebos” livros especializados e muitas vezes raros, a respeito de tão descurado assunto.

Com Armando Valente, lançou em 1991 a coletânea de cartões postais “Memória Histórica da Baixada Fluminense” e no ano seguinte “Memória Histórica de São João de Meriti”.

Membro da Academia de Letras e Artes de São João de Meriti e Arcádia de Letras e Artes de Nova Iguaçu. Fundador e secretário do Instituto de Pesquisas e Análises Históricas da Baixada Fluminense. Sócio fundador do Instituto Histórico Tomé Siqueira Barreto da Câmara Municipal de Duque de Caxias. Personalidade de destaque no desenvolvimento da cultura da Baixada fluminense, PIMBA/HIPAHB 2000 e “Monção de Reconhecimento da Câmara Municipal de Duque de Caxias”.    

Como historiador, nos contemplou com os ensaios: “Baixada Fluminense – Caminhos do Ouro (1993); “Tropeiros e Viajantes na Baixada Fluminense” (2000) e “Um Lugar no Passado” (2007); e em 2008 “Queimados, uma História”, consequência natural de sua preocupação com o passado dessa região.

Através de suas páginas percorremos os caminhos por onde circularam as riquezas de “antanho” e visitamos as “prósperas” vilas de comércio, na realidade, grandes entrepostos de mercadorias que fizeram o fausto da Baixada Fluminense, nos tempos da colônia e do império.